16.3.08

Falando em harmonia...


‘Mundo Melhor’ do Pixinguinha e do Vinícius de Moraes

“Você que está me escutando
É mesmo com você que estou falando agora
Você que pensa que é bem, não pensar em ninguém
E que o amor tem hora
Preste atenção meu ouvinte
O negócio é o seguinte
A coisa não demora
E se você se retrai
Você vai entrar bem, ora se vai
Conto com você, um mais um é sempre dois
E depois bom mesmo, é amar e cantar junto
Você deve ter muito amor pra oferecer
Então pra que não dar o que é melhor em você
Venha e me dê a sua mão
Porque sou seu irmão na vida e na poesia
Deixe a reserva de lado
Eu não estou interessado em sua guerra fria
Nós ainda havemos de ver uma autora nascer
Um mundo em harmonia
Onde é que está sua fé?
Com amor é melhor
Ora se é


Copy and Paste (http://mrcelofane.blogueisso.com/2006/10/23/preciso-me-encontrar/)

"Topa discutir relação?" "Não, não topo!"

Deixei pra falar só agora sobre o dia internacional da mulher porque queria acompanhar a série de reportagens do Jornal Hoje a respeito (aqui). Uma série de clichês, nada mais, nada menos. O homem caminha rápido para ser um apêndice no 'mundo ideal'.

A melhor resposta a essa série de bobagens e a tantas outras reproduzidas pela Imprensa vem de uma mulher. Uma cientista. Dra. Louann Brizendine, na Pop!Tech 2007:

My dream is that in the future, biology will not be destiny because we will have a deep understanding of what make the male and female brains different and a deep respect for the talents our different brains bring to intteligently solving the problems of our global society.


Finalmente o respeito mútuo entra na discussão! Já não era sem tempo...

15.3.08

Amy, Amy...

Apesar de gostar muito de música pop, sou daqueles que levam um tempo antes de gostar de algo em moda. Aconteceu isso com a Amy Winehouse. E hoje simplesmente não sei como fiquei tanto tempo sem conhecê-la. Ah, lembrei por que: num primeiro contato ela me pareceu daquelas sub-celebridades que aparecem mais pelos desatinos públicos que pelo que produzem.

Bem, Amy é inclassificável. Isso por si só é ótimo. Uns a vêm como uma cantora de jazz, outros, como uma soul lady, outros ainda como uma reencarnação da santíssima e patética trindade sexo, drogas e rock and roll.

Eu a vejo como uma ótima cantora. Simples assim. Daquelas que valem a pena ficar ouvindo por horas a fio. Às vezes jazzy, às vezes soul, às vezes rocker... Quem liga? O que importa são as interpretações personalíssimas, e essas, negada, transcendem os rótulos. Quando eu soube que a moça recrutara uma legítima banda de soul para o último disco (leia sobre) meu senso crítico baixou a guarda. Quando eu a ouvi cantando 'Valerie' (aqui) fui à lona e o juiz iniciou contagem. Levantei bastante zonzo ("it's just a one-hit-lady") e ela, impiedosa que só, me dá um direto na forma de 'Teach me tonight' (a la Billie Holiday), ao vivo no programa do Jools Holland (aqui), com banda de rythm and blues (daqueles tradicionais). Nocaute.

O melhor dela é, pois, 'ao vivo'. Gosto da presença de palco da moça. Passa a impressão de ter uma timidez mal-disfarçada que vai embora tão logo solte a voz sob as luzes do palco. E quando ela solta a voz...

Posso dar um conselho, leitor amigo? Esqueça o envolvimento da moça com as drogas (um bom programa de reabilitação resolve), esqueça 'Rehab', esqueça a duvidosa honraria do Grammy. Ouça Amy Winehouse já!

Elis Regina na Globo


Friday, December 29th, 2006

Gostei do especial da última quinta-feira. Não trouxe nada de muito novo, pecou por várias omissões que considero importantes, mas… é aquilo: é Elis Regina, não é, gente?

Ontem eu estava preparado para criticar a necrofilia em torno da cantora. Começou o especial e acabei ficando totalmente seduzido por Elis.

Não tenho nenhuma, digamos, fase preferida; gosto de muita coisa por toda a carreira da cantora. Do começo do estrelato, cantando acompanhada de trios de bambas da música, do Fino da Bossa… Não gosto da parte engajada (ou pretensamente engajada, não sei). A última fase dela tem coisas grotescas como dançarinos no palco em evoluções dignas das bandas de ‘forró′, calypso e quetais. Pois é forrozeiros, há jurisprudência! hehehe

A Globo optou por não entrar em detalhes sobre separações, convivência com os artistas engajados, causa mortis… Curiosamente também, não é da Globo o melhor banco de imagens sobre a cantora. Esse título vai com louvor para a TV Cultura e TV Record. A Band tem muita coisa dos últimos anos de sua vida (*)

Tomara que a dona Globo lance um DVD do especial.

P.S.: (*) E pensar que hoje o Teatro Bandeirantes é templo da Igreja Universai…! Vêem como a vida sabe ser injusta?

A turma cresce e vai ficando ousada.

A turma cresce e vai ficando ousada.
Friday, December 29th, 2006

Bandidos atiram contra Centro Cultural.

Políticos fazem o mesmo. Ah! Cineastas, músicos chinfrins, produtores de teatro mequetrefes, uma estonteante maioria deles com suas verbas da Lei Rouanet também o fazem.

Arquivo exumado

Ok, desde que decidi que separaria meus parcos escritos em respecitovs blogs (pessoal e profissional), fazendo, porém, a pequena lambança de apagar meu antigo blog antes de transferir algum dos posts para esta enorme mensagem de garrafa que é este blog, fiquei bastante insatisfeito comigo (e por bastante tempo. tipo, até agora) por jogar dois anos de posts no limbo (limbo este materializado na minha máquina em um diretório que funciona como um 'quarto da bagunça').

Enfim, hoje exumei o cadáver dos meus posts. Claro, muita coisa cheirava mal... Mas tem umas coisinhas que resistiram à decomposição e a partir de hoje ganham sobrevida (talvez vida nova, por que não?).

Enjoy it (or not).

14.3.08

Imagina... Você acha, Mr. Jagger?

Do Estadão:
Um dia terei que acertar contas com o diabo, diz Mick Jagger

Não, Mr Jagger, não se preocupe tanto. O senhor fez um dos retratos mais perfeitos daquele ser, vai que tenha direito a algumas honrarias, nunca se sabe. (claro, se existir tal ser)

Sympathy For The Devil

Please allow me to introduce myself,
I'm a man of wealth and taste
I've been around for long, long year,
stole many man's soul and faith
And I was 'round when Jesus Christ
had his moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate,
washed his hands and sealed his fate

Pleased to meet you, hope you guess my name
But what's puzzlin' you, is the nature of my game

I stuck around St. Petersburg
when I saw it was a time for a change
Killed the Czar and his ministers,
Anastasia screamed in vain

I rode a tank, held a general's rank
When the blitzkrieg raged and the bodies stank

Pleased to meet you,
hope you guess my name! Oh yeah
Ah, what's puzzlin' you
is the nature of my game! Ah yeah

I watched with glee while your kings and queens
fought for ten decades for the gods they made
I shouted out, "Who killed the Kennedys?"
When, after all, it was you and me

Let me please introduce myself,
I'm a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadours
who get killed before they reached Bombay

Pleased to meet you,
hope you guessed my name, oh yeah
But what's puzzlin' you
is the nature of my game, ah yeah, get down, baby!

Pleased to meet you,
hope you guessed my name, oh yeah
But what's confusin' you
is just the nature of my game

Just as every cop is a criminal,
and all the sinners, saints
As heads is tails just call me Lucifer,
'cause I'm in need of some restraint

So if you meet me have some courtesy,
have some sympathy and some taste
Use all your well-learned politesse
or I'll lay your soul to waste, mm yeah

Pleased to meet you,
hope you guessed my name, um yeah
But what's puzzlin' you
is the nature of my game, mm mean it, get down

Whoo-hooh!
Oh yeah, get on down

Oh yeah
Oh yeah!

Tell me baby, what's my name?
Tell me honey, can ya guess my name?
Tell me baby, what's my name?
I tell you one time, you're to blame

Ooh hoo
Ooh hoo
Whoo!
Oh babe
Oo-hoo-hoo!
Oo-hoo-hoo!
Oo-hoo-hoo!
Oh, yeah
Oo-hoo-hoo!
Oo-hoo-hoo!
Oh, yeah
What's my name?
Tell me, baby, what's my name?
Tell me, sweetie, what's my name?

Oo-hoo-hoo!
Oo-hoo-hoo!
Oo-hoo-hoo!
Oo-hoo-hoo!
Oo-hoo-hoo!
Oo-hoo-hoo!
Ahhhhh yeah!

1.3.08

Responda não tão rápido.

Daí um bom amigo me pergunta:

- Jazz ou chorinho?

- Jazz, respondo, por um bebop de vantagem.