1.2.08

"Pássaros", numa versão sem charme algum...

País tropical tem disso: chegam as chuvas e com as chuvas, os insetos. à noite vemos nos postes besouros e outros animaizinhos em tamanhos incrivelmente grandes e com aspectos nada nada confiáveis. Porém, nas últimas semanas, a combinação tropicalidade+chuvas+descaso das otoridades (constituídas por obra e graça do populacho) criou o singelo fenômeno da proliferação das muriçocas (ou pernilongos, vc escolhe).

Não é um fenômeno qualquer. Caso não se disponha de um mosquiteiro, dormir à noite é impraticável; a não ser, claro, que vc se dê o trabalho de cobrir todo o corpo e deixar apenas as narinas de fora (trabalhão, hein?). Saiba, porém, que as muriçocas por aqui se contentam com esse pedacinho de pele; sim, elas não perdoarão nem suas narinas! Deve ser o eterno flagelo nordestino: suas narinas serão para os queridos mosquitos o que as cacimbas de águas barrentas são para os humanos (teoricamente humanos) durante as secas, sei lá. E sob o mosquiteiro, naqueles minutos que antecedem o sono, o zumbido de uma nuvem de mosquitos toma conta do ambiente.

Não é caso sem solução: bastaria que algum desocupado da Secretaria de Saúde colocasse uma fumaça mágica (aqui chamam 'fumacê') pelas ruas da cidade e tudo se resolveria, mas, enfim, parece-me que as soluções simples fazem parte de um 'index prohibitorium' de qualquer administração pública digna deste país...

Nenhum comentário: