24.2.08

Lá vêm eles.

Pronto. Ano de eleições municipais e lá no horizonte do inevitável progresso - 'inevitável' porque, como sabemos, em época de campanha eleitoral o Brasil é uma Suíça-mulata ou está em vias de se tornar uma, desde, é claro, que você, bestunto eleitor, eleja o Ciclano do Beleléu, o que lava mais limpo... Como eu dizia, no horizonte de nosso inevitável progresso surgem as figuras diletas, impolutas, imaculadas dos candidatos a vereador.

Não sei o que é mais chato. Seriam os lugares-comuns? Seria o descaramento de pedir voto, sendo notórios sanguessugas dos cofres públicos? Seria o fato de requentar promessas nunca cumpridas? Seria a ingenuidade em prometer rupturas e revoluções que logo tornam-se revoluções pessoais no respectivo patrimônio?

Mas é muito, muito chato você estar na rua em um raro sábado à noite (acreditem, sou caseiro a ponto dos meus vizinhos acharem que estou viajando quando estou apenas enfurnado entre meus livros e o computador) e ter que aturar um desses diletos seres, que sequer te cumprimenta na rua (o que não me faz falta), estragar seu lazer com a profundidade de colher de sopa de suas, digamos, idéias para o 'progresso da cidade'. Infelizmente isso é parte do ano que me espera e a todos nós.

Acho que ficarei mais algumas semanas enfurnados em meus livros...

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