16.1.06

Somos todos 'Vascos da Gama'*...


(ou Google Earth: colocando qualquer fim de mundo no mapa. Duvida? Na figura acima, a localização perfeita do rincão deste que vos fala...)

P.S.: *'Vascos da Gama' na comodidade (ou sfadeza?) de uma navegação absolutamente desprovida de desafios. Sem o prazer dos novos ares, sem o prazer das descobertas. 'Vascos da Gama' de zoológico.

14.1.06

Sempre que puder - possa sempre! - não viaje de Viação Novo Horizonte.

Uma das experiências mais inesquecíveis do sertão baiano é andar em ônibus da Viação Novo Horizonte. (Site da empresa aqui. - Um site a altura da empresa.) Uma das piores empresas em qualquer ramo desde sempre. Não sei o que salta mais decididametne aos olhos... Seria o estado lastimável dos carros? Seria o descaso para com os clientes por boa parte da hieraquia de funcionários...? Seria tudo isso junto?

Já perdi a conta de quantas vezes estive em uma estrada erma ao lado de um ônibus quebrado da impoluta empresa... Minha última viagem com essa maravilha empresarial(*) começou com 3 horas de atraso, transcorreu em uma poltrona quebrada, teve direito a uma inépcia monumental do motorista na complexa operaçãode colocar um carro (No caso, o que continha este que vos escreve. Precioso conteúdo. Pelo menso para mim.) na garagem da empresa...

A Viação Novo Horizonte é mais um fruto nefasto de tudo que é operado via concessão pública. Concessões Públicas no Brasil, como sabemos, é questão muito mais política que técnica; por que seria diferente com uma empresa de transporte, não é mesmo? Raramente fiscalizadas, as concessões públicas brasileiras são verdadeiros cheques em branco dados a malandros de rua... São malandros de rua bem relacionados e bem posicionados entre os corruptos e corruptores do establishment, reconheça-se.

Enfim: sempre que puder - e espero que você possa sempre - não viaje de Novo Horizonte. A concorrência é tímida mas existe.

P.S.: Aqui não vai ironia. O sonho de 11 em 10 empressários é oferecer qualquer serviço da forma mais "qualquer nota" possível e ainda ver a empresa sobreviver tranquila por décadas com faturamento robusto e crescente. É ou não é uma maravilha? Tenho certeza que o dono da NH não reclama da vida...

P.S 2.: O que eles chamam de "site da empresa" tem um link chamado "ouvidoria". Adivinhem: dá erro. Não abre. Seria sinceridade involuntária? ("Ouvir o cliente é um erro")
Yeah, yeah. Lula é cansativo. E ponto final.

Considerações óbvias sobre uma pessoa cansativa...

"Lula não estudou por preguiça". Artigo de Augusto Nunes, em Nomínimo. Aqui.

11.1.06

Nelson Rodrigues, sobre o carnaval.

O pobre turista, com a sua obtusidade de turista, via em cada rapaz um fauno de gaita e em cada mocinha uma ninfa de tapete. Mas dizia eu que o desejo não tem nada a ver com alegria e nada a ver com multidão. O desejo é triste e exije o pudor, o segredo, o mistério, a exclusividade do casal (desculpem estar aqui proclamando o óbvio). Aí está dito tudo: - o casal.
Acabamos de ver uma festa coletiva, em que o casal não teve função, nem destino. E os pares que se beijavam para milhões de telespectadores eram falsos casais, fingindo um desejo, representando um amor.
(...)
Uma garota faz, ou compra, um sarong equivalente à folha de parreira. Mas ela não faria isso sozinha. O uso do sarong seria impossível sem o apoio do pai, da mãe, dos irmãos, do marido, do namorado, dos vizinhos, das autoridades, da imprensa, rádio e televisão. Todos aceitam e estimulam porque todos, inclusive as autoridades, querem ser 'pra frente'."

O artigo completo está aqui.

10.1.06

Ahn...?

Ladrões envenenavam cães para facilitar assaltos em residências. A quadrilha foi presa porque uma das vítimas conseguiu avisar a polícia..."
Cito de memória uma manchete do Tudo a Ver (TV Record), com certeza não errei na essência. Ainda estou a imaginar o cão avisando os políciais do assalto em sua casa...

Não seria mais negócio dizer que um morador, enquanto tinha a casa invadida por ladrões, avisou a polícia?

9.1.06

Concordo:

O amor não sobrevive aos ritmos da nossa modernidade. O amor exige tempo e conhecimento. Exige, no fundo, o tempo e o conhecimento que a vida moderna de hoje não permite e, mais, não tolera: se podemos satisfazer todas as nossas necessidades materiais com uma ida ao shopping do bairro, exigimos dos outros igual eficácia. Os seres humanos são apenas produtos que usamos (ou recusamos) de acordo com as mais básicas conveniências. Procuramos continuamente e desesperamos continuamente porque confundimos o efêmero com o permanente, o material com o espiritual. A nossa frustração em encontrar o "amor verdadeiro" é apenas um clichê que esconde o essencial: o amor não é um produto que se compra para combinar com os móveis da sala. É uma arte que se cultiva. Profundamente. Demoradamente."
João Pereira Coutinho. Neste artigo.