18.12.05

Com licença...


Pequenas nothas...: Pequenina aula de português. Figuras de linguagem:
ANTONOMÁSIA => É a atribuição de um nome ou expressão por outro termo com o qual facilmente se possa identificá-lo.

EX: O Tri-campeão Mundial de Clubes enfrenta o Asa de Arapiraca na próxima quarta-feira...
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Em solidariedade ao zagueiro do Liverpool que levou um baita drible do Amoroso no primeiro tempo (acho que foi o Hippia), envio um site interessante deveras: "Associação Brasileira de Ortopedia Técnica"

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Liverpool é a terra daqueles 'besouros engomadinhos'? Então, vão aí singelas homenagens:
I sit and watch as tears go by..."

"I know... It's only football but I like it!"

(Essa é pela soberba e por algumas provocações do Liverpool)"If you start me up... If you start me up I'll never stop!"


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that's all, folks!
("Fim da licença - Ao trabalho, negrinho!""Ô, sinhozinho, xô comemorá maisi um poquinho...?""Chega! Já pro campo, negrinho! 'Slap!'""Ô, mas qui sinhozinho ruim! Negro sofredor... Negro sem valor...""Já pro campo! E sem beiço, se não vai pro tronco!")

16.12.05

ficarei longo tempo sem postar.sine die, mesmo. Volte talvez em algumas semanas. see ya, guys!

14.12.05

Notas...

Do Zé Simão:
E eu tô com pena do Professor Luizinho. Sacanagem. O cara recebe R$ 20 mil e periga ser cassado. Professor ganha mal até no 'mensalão'. 'Pra fulano deposita R$ 1 milhão, pro outro, deposita R$ 100 mil.' 'E pro professor Luizinho?' 'Ah, professor? Deposita vintinho que tá muito bom.' Rarará."
De Reinaldo Azevedo (no site Primeira Leitura):
Mailson (da Nóbrega. Ex-ministro da Fazenda do desGoverno Sarney) é realmente um fenômeno. Nunca, antes, o fracasso foi um sucesso tão estrondoso. De burocrata apagado a estrela e “magister dixit” na economia, foi um pulo. Mailson nos deu o arroz-com-feijão da hiperinflação. E pensar que havia ali um pensador de finas iguarias. Fico à vontade para falar assim dele porque sua língua não é menos viperina do que a minha. A diferença é que não dou consultoria a ninguém. Se duvidar, minhas opiniões me fazem é perder dinheiro. Vale dizer: Mailson é um gênio, e eu sou um idiota."
Deste último não compartilho do otimismo do seguinte trecho do artigo (comentarei depois o porquê):
Lula, é justo dizer, também ouve, mesmo sem saber, os conselhos do ministro da Fazenda de Sarney. E não vai ser reeleito. Não só por isso, mas também por isso. Ainda bem."


Links para os artigos:
Do Reinaldo Azevedo - aqui
Do Zé Simão - aqui

12.12.05

Salvador por aí... II

Mis compañeros de viagem (sin orden de preferencia)

Stanislaw Ponte Preta (‘Febeapá 3’,’Bola na rede: A Batalha do Bi’,’Máximas inéditas de Tia Zulmira’) – Jerzi Kosinski (‘O Videota’ – não é difícil de se conseguir em um bom sebo) – Ovídio (‘A Arte de Amar’) – José Oswaldo de Meira Penna (‘Utopia Brasileira’,’Psicologia do Subdesenvolvimento’,’Em Berço Esplêndido’) – Hermes Vieira (‘A Vida e a Época do Visconde do Rio Branco’) – Millor Fernandes (’Lições de um ignorante’) – Raduan Nassar (‘Um Copo de Cólera’) – Herman Melville (‘Moby Dick’) – Eugen Rosentock-Huessy (‘A Origem de Linguagem’) – Gustave Flaubert (‘Madame Bovary’) – Nathanael West (‘Miss Corações Solitários’,’O Dia do Gafanhoto’,’Um Milhão de Dólares’,’A Vida Alucinada de Basno Snell’) – J. D. Salinger (‘Nove Histórias’,’Pra Cima com a viga,moçada!’,’Seymour- Uma introdução’,’O Apanhador no Campo de Centeio’) – F. Scott Fitzgerald (‘Este Lado do Paraíso’,’Suave é a Noite’,’O Grande Gatsby’,’Estranhos, Embora Íntimos e outros contos’) – Truman Capote (‘A Sangue Frio’) – Paulo Sandrini (‘O Estranho Hábito de dormir em pé’) – Jamil Snege (‘Viver é Prejudicial à Saúde’) – Monteiro Lobato (‘A Onda Verde’) – Rainer Maria Rilke (‘Cartas a Um Jovem Poeta’,’A Canção de Amor e de Morte do Porta-estandarte’,’Sonetos a Orfeu’,’Elegias de Duíno’) – Jornal do Commércio (‘A Notícia Dia a Dia – 1827 a 1977’)

parece que sou leitor degenerado, não? Nananina. Vou ler a todos mas a meu tempo. Vários li durante minhas mudanças de cor sob um sol beira-mar (de moreninho mais-leite e café para negão café preto), principalmente as ficções. A ensaística comprei confessadamente pra ler mais tarde, abri exceção pro Monteiro Lobato e 'A Onda Verde'. As idéias desse senhor ainda valem, e não porque o Brasil é um país meio atrasadão não; suas idéias (as dele lá) é que são muito interessantes. Leiam. Ah, vocês viram? tem Millor na lista. Esse senhor dispensa apresentações (se não o conheces, não sabes o que perdes). Dei-me o trabalho de transcrever um delicioso texto. Leia-o aqui.

Ainda não entrando no campo da ficção, recomendo vivamente a todos ‘Cartas a Um Jovem Poeta’, Rainer Maria Rilke.

Na ficção, li basicamente autores americanos e obras da primeira metade do século passado. Nathanal West é muito bom (leiam já 'Um milhão de dólares'); Fitzgerald desceu muito bem (li '...Gatsby'), e descobri Salinger (leiam sem demora 'O apanhador no campo de centeio').

Por que escrevo sobre isso? Bem... Eu disse que passei dias entre livros e da forma como coloquei pareceu notícia incompleta(*). Completo-a pois, agora.

P.S.:(*) E eu falo demais, mesmo... Shame on me.

Break the night with colour

Richard Ashcroft
Fools they think i do not know the road i'm taking
If you meet me on the way, hesitating
That is just because i know, which way i will choose

The corridors of discontent, that i've been travelling
On the lonely search to truth, the world too frightening
Nothing is going right today, cos' nothing ever does

Ooooh i don't wanna know your secrets
Ooooh they lie heavy on my head
Ooooh lets break the night with colour
Time for me to move ahead

Monday morning coming down, lack understanding
Mama thinks you are the ground, you're looking so frightening
Nothing is going right today, cos' nothing ever does
Ooooh i dont wanna know your secrets
Ooooh they lie heavy on my head
Time for me to break my cover
Time for me to move ahead
(you think of givin it up, here we go again)

Oooh i don't wanna know your secrets
Oooh they lie heavy on my head
Oooh lets break the night with colour
Time for us to move ahead
I said oooh i don't wanna know your secrets
Oooh they lie heavy on my head
Time lets break the night with colour
Tme for me to move ahead

Fools they think i do not know, the road i'm taking
If you need me on the way

lovely lovely lovely lovely song!

Serviço completo: veja o vídeo aqui.

Estou cansado...

...de jovenzinhos que acham que VIVER é encher a cara ao som de forró-de-corno, ou arrocha, ou pagode ou qualquer m***a equivalente. já se me apresentam cansativos na flor dos 18, 19 anos; imagino esses trastes quando velhos...

yeah. estou mau-humorado.

11.12.05

Burburinhos na crasse jornalística...

Não se vocês estão por dentro da mais nova contenda da crasse jornalística (dentre outras coisas, sou jornalista - não militante). Ei-la, resumida: Um grupo de universotários, ops, universitários estudantes e professores de jornalismo passaram uma agradável manhã na redação do Jornal Nacional.

Um dos professores, um asinino-descendente dotado do pseudo-rigueur tão em moda na burritzia nacional, após a visita escreveu artigo na revista Carta Capital horrorizado com o que chamou de técnicas jornalísticas que supostamente eram empregadas pelo editor chefe do Jornal Nacional, Willian Bonner. O infeliz teve uma manhã toda disponível para criticar o editor-chefe vis-a-vis; fê-lo pelas costas (que ingenuidade a minha, não saber que intelectuais menores sempre apelam para a covardia e/ou para a sub-reptícia...). Leia a peça aqui.

Legal mesmo foi a resposta do criticado. Se quiserem se divertir com uma peça de fina ironia (talvez não tão fina assim), leiam:
Meio Homer, Meio Lineu
Sobre a necessidade de ser claro

William Bonner (*)

No dia 23 de novembro, recebemos, no JN, a visita de professores universitários. Eles assistiram a uma reunião matinal, em que se esboça uma previsão da edição daquele dia. E me ouviram fazer algumas considerações sobre nosso trabalho.

Em palestras que ministro a estudantes que nos visitam todas as semanas, faço o mesmo.

Nestas ocasiões, sempre abordo, por exemplo, a necessidade de sermos rigorosamente claros no que escrevemos para o público. Brasileiros de todos os níveis sociais, dos mais diferentes graus de escolaridade. E o didatismo que buscamos para o público de menor escolaridade não deve aborrecer os que estudaram mais. Neste desafio, como exemplo do que seria o público médio nessa gama imensa, às vezes cito o personagem Lineu, de A Grande Família. Às vezes, Homer, de Os Simpsons. Nos dois casos, refiro-me a pais de família, trabalhadores, protetores, conservadores, sem curso superior, que assistem à TV depois da jornada de trabalho. No fim do dia, cansados, querem se informar sobre os fatos mais relevantes do dia de maneira clara e objetiva. Este é o Homer de que falo.

Mas o professor Laurindo tem uma visão diferente de Homer. Em vez do trabalhador (numa usina nuclear), o acadêmico o vê como um preguiçoso. Em vez do chefe de família, o professor Laurindo o vê como um comedor de biscoitos. Esta imagem não é a que tenho – não é a disponível, num texto bem-humorado, no site oficial da série Os Simpsons, que faz graça do personagem, mas registra que Homer é “um marido devotado e que, apesar de poucas fraquezas, ama a sua família e é capaz de tudo para provar isso, mesmo que isso signifique se fazer passar por tolo”.

Não sei para quantos professores e estudantes citei Homer, ou Lineu, como exemplo. Mas jamais tive informação de que alguém guardasse imagem tão preconceituosa, tão negativa do personagem do desenho.

Como profissional, como defensor da nossa imensa responsabilidade social, sinto-me profundamente envergonhado de me ver na obrigação de explicar isso. Como trabalhador, pai de família protetor, meio Lineu, meio Homer, reconheço humildemente meu fracasso no desafio de ser claro e objetivo para todos os meus interlocutores daquela manhã.

(*) Jornalista, editor-chefe do Jornal Nacional

E pensar que o idiota é professor de jornalismo... Sobre o caso, leia o artigo do Reinaldo Azevedo, em Primeira República. Aqui.

algumas fotos (das pretensiosas que me deixam absolutamente nojento)

Um pequeno aviso. 'A César o que é de César e a Person o que é de Person.' Se o amável leitor achar que as fotos abaixo são boas demais (eu avisei, fiquei nojento) pra ficarem como que enclausuradas neste blog relento e você quiser colocá-las em seu blog, ou na sua página, ou mesmo em seu sinal de fumaça, ou - quem sabe? - numa mensagem numa garrafa, não se esqueça de dar os devidos créditos a Person Ramos Araújo (e por favor, mande-me um e-mail: personaraujo@gmail.com). Agradecido. Agora, as fotos (clique nas miniaturas para vê-las no tamanho original e em alta resolução):

Filologia 'fast-food'

Pundonor: outra palavrinha pornográfica de tão feia.

Donzelo: chamar alguém de donzelo fere a masculinidade. Não pela virgindade per se e sim pela quase-viadagem que ela suscita ao indigitado. Né não? Diz aí.

Salvador por aí...

Alguns companheiros de viagem...
Não vai ouvir meu conselho (*) e pensa em fazer turismo em Salvador? Posso ao menos descrever a cidade pra ti? Lá vai: Salvador é uma cidade suja com um povo bruto. Ah é, tem praia, centro histórico, muita música, muita festa e blá blá blá... pra mim, tudo coisa pra gente desavisada, mas, enfim. Sou apenas um blogueiro ranzinza. That's it. Have fun!

"E por que vc foi pra lá, então?" Mas que pergunta sábia, meu fiel leitor. É o seguinte: fui pra lá pra fugir de mim mesmo(**); esquecer um monte (yeah, um monte) de coisas desagradáveis que me aconteceram neste aninho miserável (que não terminou, eu sei, e que faz parte de uma vida que tb não terminou). Aproveitei pra rever amigos e tomar banhos de mar.

Banhos de mar são ótimos! Recomendo vivamente a todo mundo. Quando o matuto aqui ficava parado na água remoendo tristezas ou pensando na morte da bezerra vinha uma p*** onda e me dava um belo caldo (estrambótico mesmo, digno das tirinhas do Laerte). "Entendi o recado, dona Iemanjá"; tratei de curtir o mar, o sol, a areia.

Revi um grande amigo meu que é um leitor degenerado. Leitores degenerados têm (ou deveriam ter, dentre outras coisas) 1) Bibliotecas degeneradas, 2) Memória quase-enciclopédica, o que é muito útil quando leitores mequetrefes como eu se interessam por algum autor ou obra. Ele tem a ambos e por um arranjo cósmico aí (vcs sabem: plutão com virgem com marte e blá blá blá... ou dê um nome que lhe apeteça) esteve disponível para mim nesses dias uma boa biblioteca e o leitor degenerado me deu toques legais (opa!) sobre obras e autores de que eu poderia gostar. Resultado: minha viagem foi entre sol, mar, areia e livros. Água de coco também (porque eu amo água de coco).

Minto: levei uma camerazinha digital e fotografei aos montes (quase 600 fotos...). Coisas técnicas para o meu trampo. Coisas pretensiosas (das quais me orgulho deveras, posto que são ótimas fotografias). Coisas de turista mesmo (centro histórico, monumentos a nada - devidamente homenageados pelos pássaros e pelos pichadores).

Corrigindo então: 'Resultado: minha viagem foi entre sol, mar, areia, fotografias e livros. Água de coco também (porque eu amo água de coco).'

P.S.: (*)Você já foi à Bahia, nego? Então não vá... (**)Pra fugir de mim mesmo até Quixeramobim serve. Como não sei chegar até lá, fui a Salvador mesmo... (Como? 'Quem tem boca vai à Roma. Porque não iria a Quixeramobim?' Bom, de vez em quando emudeço. (***) Na foto acima, alguns dos meus companheiros de viagem.