22.11.05

Se deus existe, não sei...

... mas o paraíso, pra ser PARAíSO, deve tocar direto o novo single do Richard Ashcroft, 'Break the night with color'.

Ele já foi devidamente disseminado web afora: quer conhecer esse pequeno pedaço de paraíso? Entre na comunidade do rapaz no orkut (aqui) e fuce por lá. O(a) distinto(a) leitor(a) achará fácil, fácil.

O arquivo que baixei me parece saído de uma gravação de uma rádio. It doesn't matter. a música é linda! Refrãozinho pegajoso, do jeito que gosto.

Saiba mais sobre o single, clicando aqui.

Pequena nota biográfica (...e depois seguirá o bonde) - Richard Ashcroft, pra quem não sabe, foi o vocalista da banda inglesa The Verve. Essa banda tem uma história curiosa: eles lançaram dois CDs que foram solenemente ignorados na Inglaterra, embora o segundo deles tenha uma música que é linda desde sempre ("on your own"). Eles já haviam praticamente desistido da carreira quando lançaram o terceiro CD, 'human hymns'. 'Bittersweet Symphony', música que abre o disco, tornou-se um hit e eles foram alçados à condição de queridinhos da Inglaterra e dos descolados mundo afora - o disco todo fez hits e mais hits nas rádios. Merecidamente. é um ótimo CD. A banda acabou, se não me falha a memória, um ano e meio após o lançamento do terceiro CD.

em todos os trabalhos da banda, do pouco que sei, era Richard que cuidava dos arranjos. E o primeiro trabalho solo do rapaz confirmou algo que eu suspeitava ao ouvir os discos do Verve: o doido não tem o menor medo de errar e isso em arte (e com honestidade para consigo mesmo) é premissa para evolução. Quando ouvi 'Alone with everybody' (o primeiro disco solo) não consegui tirar do cd player. Idem para 'Human Condition', o segundo CD. E agora, vem esse single... Melodias cada vez mais caprichadas. Letras às vezes simples, às vezes nonsense; de vez em quando refrões, de vez em quando complicações melódicas. Ele me parece cada vez mais à vontade no mundinho pop (sim, é um mundinho). Que bom.

Mas, vejam bem: gosto do Richard Ashcroft não como um fã desmiolado (redundância) que recolhe a grama que ele pisa. Nada disso. O que me faz, digamos, flutuar ao ouvi-lo é que ele canta para os amantes. uau! A última pessoa de quem me lembro fazendo músicas decentes para os amantes é o Burt Bacharach. Não me lembro de nada minimamente relevante depois dele. Agora temos Richard Ashcroft. Tudo bem, a comparação pode ser estapafúrdia a princípio, no problem. O que quero dizer é que Richard Ashcroft deve ser ouvido pelos que amam. Ouvir Richard Ashcroft requer amor. Quando seu amor chegar, pois, tenha Richard Ashcroft e Burt Bacharach a mão. *

Referências - The Verve - Richard Ashcroft - Burt Bacharach

Longo P.S.: (*) Se ele não tiver chegado ainda, vai ouvindo o Paulinho da Viola:
Composição: Paulinho da Viola e Elton Medeiros

Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar

Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?
---
Escuta aqui.

4 comentários:

Anônimo disse...

Meu querido, não se engane, no paraíso só tem musiquinha de fundo de elevador; no inferno, pagode e axé; os bons estão no purgatório. Qdo se ama, a vida tem trilha sonora própria. Qdo se cai tb (neste caso temos ainda a onomatopéia). Só amando (ou caindo) pra saber como é.

nobody_knows disse...

vc esqueceu o breganejo, na parte do inferno. já quanto a esse negócio de 'trilha sonora própria', n concordo contigo naum. nem tudo na vida é tão involuntário assim. experiência própria. tenho conseguido manter alguma classe amando ou me estrepando.

thks.

p.s.: n sei se vc é o mesmo anônimo das outras msgs; se for, seria elegante vc se apresentar, pois, pelo q percebo, isso já virou diálogo.

thks again.

Anônimo disse...

Não vejo problema em dialogar com um estranho. De você, só sei o nome.

nobody_knows disse...

as you wish.