18.11.05

Dois poemas de um dos meus heróis (desde sempre)

LIBERTAÇÃO

... até que um dia, por astúcia ou acaso, depois de quase todos os enganos, ele descobriu a porta do Labirinto.

... Nada de ir tateando os muros, como um cego.
Nada de muros.
Seus passos tinham - enfim! - a liberdade de traçar seus próprios labirintos.

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NÃO, NÃO CONVÉM MUITA CAUTELA

Quando nosso mestre Don Quixote foi experimentar seu capacete, ao primeiro espadaço que lhe deu, amolgou-o; substituindo-o por outro, da mesma forma arrebentou-o; quanto ao terceiro, nada de provas: partiu com ele assim mesmo para as suas imortais andanças. Porque o verdadeiro heroísmo está na escassez dos recursos e não nos tremendos tanques de guerra, muito embora no tempo dele só houvesse poderosos gigantes dirfarçados de moinhos de vento...
(Mário Quintana in 'A Vaca e o Hipogrifo')

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