24.11.05

Tutty Vasques (nominimo.com.br)

Será?
Oposição teme que Lula não saiba exatamente o que é "imprescindível", adjetivo que empregou a Palocci.

History repeats itself, my friend.

"Nada se compara, porém, ao caso Watergate. Dois ex-assessores da Casa Branca e diversos ex-agentes da CIA foram pilhados na sede Democrata, em Washington, instalando ou retirando microfones. Todos associados à campanha para reeleger o Presidente (Nixon). Um destes, Gordon Liddy, foi o homem que dirigiu um movimento de fundos pró-Nixon, que angariou 10 milhões de dólares antes de 7 de Abril de 1972, pois, a partir dessa data, uma lei obrigou a revelar os nomes de novos contribuintes. A Casa Branca, porém, informa e sustenta que Liddy e companheiros agiram por conta própria no episódio dos microfones, não explicando a quem aproveitaria o crime. Os criminosos usaram 114 mil dólares destinados oficialmente à reeleição de Nixon. Maurice Stans, chefe financeiro da campanha, diz ignorar como o dinheiro foi parar nas mãos deles.

Os 10 milhões de dólares e os doadores anônimos coroam essa lista. Várias vozes, não só as Democratas, suspeitas por certo, já reclamaram que o presidente de um país democrático não pode receber tamanha quantia sem revelar ao povo a fonte. Nixon silencia, negando naturalmente, que prometeu qualquer coisa em troca."Grifo meus
(in 'Nixon X McGovern:As duas Américas', de Paulo Francis, 1972)

Perceberm nuances familiares no texto acima?

Notícia 'bobástica' da Dona Folha...

"Indústria de armas bancou campanha do Não"
No que eu pergunto: "E daí?"

Se quiser enjoar a reportagem está no Blog do Josias de Souza (http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2005-11-20_2005-11-26.html#2005_11-23_22_21_31-10045644-27)

22.11.05

"pudicícia". essa palavra é pornográfica de tão feia!

P.S.: Não me pergunte porque me lembrei disso.
Se o(a) curioso(a) aí andou lendo meu perfil no orkut, viu que fiquei de colocar referências na web dos autores que leio. ei-las(in order of appearance in my profile @ orkut):

Paulo Francis
http://hps.infolink.com.br/paulofrancis/paulo.htm
(Há um paulofrancis.com, mas é muito mal-feito, não vale a pena)

Nelson Rodrigues
http://www.releituras.com/nelsonr_bio.asp (Projeto Releituras)
http://www.jornalismo.ufsc.br/nelson_rodrigues/ (página do setor de jornalismo da UFSC)

Olavo de Carvalho
http://www.olavodecarvalho.org/

Janer Cristaldo
http://www.janercristaldo.tk/ (a página não foi bem feita, mas o conteúdo é altamente relevante)

Millor Fernandes
http://www2.uol.com.br/millor/

Hilda Hist
http://www.angelfire.com/ri/casadosol/hhilst.html

Mário Quintana
http://www.releituras.com/mquintana_bio.asp

Mais tarde jogo os autores portugueses. See ya, guys (tem mais de um lendo essa bagaça, não tem?)!

Se deus existe, não sei...

... mas o paraíso, pra ser PARAíSO, deve tocar direto o novo single do Richard Ashcroft, 'Break the night with color'.

Ele já foi devidamente disseminado web afora: quer conhecer esse pequeno pedaço de paraíso? Entre na comunidade do rapaz no orkut (aqui) e fuce por lá. O(a) distinto(a) leitor(a) achará fácil, fácil.

O arquivo que baixei me parece saído de uma gravação de uma rádio. It doesn't matter. a música é linda! Refrãozinho pegajoso, do jeito que gosto.

Saiba mais sobre o single, clicando aqui.

Pequena nota biográfica (...e depois seguirá o bonde) - Richard Ashcroft, pra quem não sabe, foi o vocalista da banda inglesa The Verve. Essa banda tem uma história curiosa: eles lançaram dois CDs que foram solenemente ignorados na Inglaterra, embora o segundo deles tenha uma música que é linda desde sempre ("on your own"). Eles já haviam praticamente desistido da carreira quando lançaram o terceiro CD, 'human hymns'. 'Bittersweet Symphony', música que abre o disco, tornou-se um hit e eles foram alçados à condição de queridinhos da Inglaterra e dos descolados mundo afora - o disco todo fez hits e mais hits nas rádios. Merecidamente. é um ótimo CD. A banda acabou, se não me falha a memória, um ano e meio após o lançamento do terceiro CD.

em todos os trabalhos da banda, do pouco que sei, era Richard que cuidava dos arranjos. E o primeiro trabalho solo do rapaz confirmou algo que eu suspeitava ao ouvir os discos do Verve: o doido não tem o menor medo de errar e isso em arte (e com honestidade para consigo mesmo) é premissa para evolução. Quando ouvi 'Alone with everybody' (o primeiro disco solo) não consegui tirar do cd player. Idem para 'Human Condition', o segundo CD. E agora, vem esse single... Melodias cada vez mais caprichadas. Letras às vezes simples, às vezes nonsense; de vez em quando refrões, de vez em quando complicações melódicas. Ele me parece cada vez mais à vontade no mundinho pop (sim, é um mundinho). Que bom.

Mas, vejam bem: gosto do Richard Ashcroft não como um fã desmiolado (redundância) que recolhe a grama que ele pisa. Nada disso. O que me faz, digamos, flutuar ao ouvi-lo é que ele canta para os amantes. uau! A última pessoa de quem me lembro fazendo músicas decentes para os amantes é o Burt Bacharach. Não me lembro de nada minimamente relevante depois dele. Agora temos Richard Ashcroft. Tudo bem, a comparação pode ser estapafúrdia a princípio, no problem. O que quero dizer é que Richard Ashcroft deve ser ouvido pelos que amam. Ouvir Richard Ashcroft requer amor. Quando seu amor chegar, pois, tenha Richard Ashcroft e Burt Bacharach a mão. *

Referências - The Verve - Richard Ashcroft - Burt Bacharach

Longo P.S.: (*) Se ele não tiver chegado ainda, vai ouvindo o Paulinho da Viola:
Composição: Paulinho da Viola e Elton Medeiros

Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar

Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?
---
Escuta aqui.

18.11.05

Dois poemas de um dos meus heróis (desde sempre)

LIBERTAÇÃO

... até que um dia, por astúcia ou acaso, depois de quase todos os enganos, ele descobriu a porta do Labirinto.

... Nada de ir tateando os muros, como um cego.
Nada de muros.
Seus passos tinham - enfim! - a liberdade de traçar seus próprios labirintos.

*****

NÃO, NÃO CONVÉM MUITA CAUTELA

Quando nosso mestre Don Quixote foi experimentar seu capacete, ao primeiro espadaço que lhe deu, amolgou-o; substituindo-o por outro, da mesma forma arrebentou-o; quanto ao terceiro, nada de provas: partiu com ele assim mesmo para as suas imortais andanças. Porque o verdadeiro heroísmo está na escassez dos recursos e não nos tremendos tanques de guerra, muito embora no tempo dele só houvesse poderosos gigantes dirfarçados de moinhos de vento...
(Mário Quintana in 'A Vaca e o Hipogrifo')

Seminário de Marketing e Vendas

... ou 'Como alavancar seu negócio (ou ao menos mantê-lo)' versão super-hiper-ultra-fast

Técnica infalível de venda: lembre-se dos boletos bancários vencidos que entopem sua gaveta. Se isso não te fizer procurar todos os meios de concretizar uma venda, nada mais o fará.

11.11.05

Esse rapaz, sei não, se ninguém fizer nada acaba ganhando o Nobel...
O PRIMEIRO MORTO
By João Filho

Não houve um Éden.
A carne é perversa
não porque fomos expulsos.
O mais duro em nós.
– Os ossos?
Não. A fé.

Toda coisa esconde sua sombra,
desimporta o
que aplicares –
práxis ou contemplação;
não se revelam,
impondo
existimos. Movimento (talvez espúrio)
ao que imaginamos e
ao
encontrado.

A carne da fogueira inicial
não alimentou o primeiro morto.
O que perdemos pelo caminho?
O caminho?
A gravidade patética.
Horror que gera melhora.
O oxímoro e o paradoxo.
Purula e sana.

Memória e sonho ibidem.
(Sono e morte, não).
Toda matéria é desespero.
Nomear é modo
de menos
morrer.
Por isso pomos sapatos, rimos, comprimentamos,
aquilo do humano acumulado,
do imprestável e do
imprescindível.

O que nos legou o primeiro morto?
Saber que
as almas envelhecem?
É pouco.
Tem mais (aqui(breve) e aqui)

10.11.05

Parem as máquinas! U2 no Brasil em Fevereiro de 2006!

Sunpaulo, aí vou eu!
P.S.: Não gosto do último CD...

Yeah, dude. This was me this morning.


I was a bad and evil and free rider flying downtown on my motorcicle; yeah babe, come take a ride with me.

Numa Honda Biz 100. E muito mal pilotada... Shame on me

Notha II (curtinha)

De Zé Simão:
(sobre Paulo Maluf)"E ainda disse que foi horrível dormir 40 dias numa cama que não era dele! E gastar a grana que não era dele? Rarará!"

9.11.05

Nothas... (18:26hs)

Atenção ao grifo nesse trecho de reportagem do Estadão:
E, para evitar que no próximo ano quatro times da Primeira Divisão sejam rebaixados, o Clube 13 vai exigir que a Série B passe a ser disputada no sistema de pontos corridos. Uma alteração difícil de ser viabilizada, por causa da falta da escassez de recursos dos times da Segunda Divisão.
"Falta de escassez"!?!? Uau!

Proponho um novo artigo na Regulamentação da Profissão de Jornalista: "Art. Primeiro - O indivíduo que ingressar na profissão de jornalista deve saber escrever."

***

Sobre o famoso esporte bretão:
Quero, sinceramente, que Atlético Mineiro e Flamengo caiam pra Segundona. E quero, também sinceramente, que os atuais 4 primeiros colocados no Brasileirão cheguem praticamente empatados à ultima rodada. Gosto de emoções fortes.

***

Título (e trecho) de reportagem da Folha Online:
"Ministério Público quer proibir venda de livro do bispo Edir Macedo"
Agora uma proposta de emenda constitucional. O inciso IV do Art. 5o. da Constituição Federal passaria a ter a seguinte redação:
"IV - é livre a manifestação do pensamento, desde que haja sobre o respectivo conteúdo concordância, total ou em maior parte, por parte do outro interlocutor e/ou do autor (ou mesmo mantenedor) da coisa analisada, sendo vedado o anonimato;"
***

De Tutty Vasquez:
"Sem mais - Se era só o que faltava, a declaração de voto de Collor em Lula é evidência clara de que não falta mais nada. Ou não!"
e
Normal, normal... - Deu no Globo Online: 'Estudo mostra que consumo moderado de bebida alcoólica diminui o declínio das funções cerebrais em idosos.' Explico: o sujeito que bebe se acostuma desde jovem a embaralhar as idéias.

That's all, folks!

Pelo sagrado direito de falar besteiras...

"Eu gostava do Clinton, ele (Lula) gosta do Bush. Gosto não se discute..."
Fernando Henrique Cardoso usando o sagrado direito de falar besteiras... D'accord Nelson Rodrigues

8.11.05

Nota sobre o 'ziriguidum'

O Brasil, rincões afora (principalmente no norte, nordeste e parte do centro-oeste), tem o que podemos nomear de sistema de capitanias hereditárias no que diz respeito à política. (O poder central tolera pequenas tiranias espalhadas aqui e ali, desde que não se mexa no sistema político como um todo. Aliás, anote aí, Arcádia: pra simplificar, doravante chamaremos o sistema político brasileiro de 'ziriguidum')

Em âmbito estadual lembro dos casos do Maranhão (capitaneado pelo 'Moribundo que é Fogo'), de Alagoas (com aquela Turminha Collorida) e da Bahia, hours concour, com( a Associação Crisã de Moços', que atende pela alcunha de ACM - axé babá!)*. São Paulo teve Ademar de Barros e Paulo Maluf (acredite, Maluf já era! Talvez ganhe eleição pra síndico de prédio do Cingapura).

O que quero dizer é que em várias regiões do Bananão e em variados graus, há políticos que exercem um poder quase mitológico sobre tudo e todos (ou vocês acham que um certo Severino não estará de volta ao congresso logo, logo?)

O 'ziriguidum' agradece.

Mas estou aqui a falar sobre coisas menores e ia me esquecendo onde quero chegar. Quero falar do PT. Se o rrrrespeitável público olhar bem, o partido que é 'guardião
da ética e a redenção dos oprimidos' está a fazer em âmbito nacional o que os singelos senhores acima citados fazem em seus respectivos rincões. E está em estágio bem adiantado.

Como sabemos, um grande naco da mídia embarcou na do partido. Sindicatos e igreja católica embevecem-se. Movimentos** sociais idem. Juventude está cerrada em suas fileiras ideológicas (a permissão de voto aos adolescentes foi um belo impulso ladeira abaixo. Jovens. Estúpidos e entusiastas. ***)

Parafraseemos a neo-philosofie que vem dos morros cariocas: "tá tudo dominado!"

Mas ainda não é disso que quero falar. Quero falar sobre um traço nefastamente interessante da physique du rôle nordestina. Cá no Nordeste - estou na Bahia - há quem veja a sério o PT como um injustiçado. "O problema não é o PT roubar, mas não o deixarem roubar." Gente que eu achava séria diz isso! Na Academia. No populacho. É mais ou menos assim: "Locupletemos-nos todos! Irmãmente."

Décadas sob a opressão de ribamares, Collor de Melos, Magalhães, não foram suficientes para fazê-los perceber a mesma armadilha ser montada por outra força. Ou o nordestino subverte a si mesmo e a sua própria ética, ou sua (a deles) ética é a mesmo dos seus opressores.

Teremos que mudar aquele ditado, por que no Norte e no Nordeste gato escaldado já não tem medo de água fria...

Footer notes:
* todos eleitos pela população. Frise-se. E todos abençoando vários medalhões (anrã) da, er, bem... cultura nacional. Frise-se de novo.
** movimento por movimento, prefiro o calipígeo.
*** referência aqui.

6.11.05

Não, não é um sketch do Monty Python

Domingo à tarde. Pulo de canal em canal na parabólica e chego a uma reportagem mais-do-mesmo sobre pegas de carro nas avenidas brasileiras. Locutor com voz grave sobre imagens que pretendem chocar*. "Jovens sem rumo e blah blah blah blah..." Termina a reportagem e o que vem à tela? Uma propaganda (com imagens delirantes! estupefacientes!) do filme “Mais velozes e Mais furiosos”! Lindo, não?

Timing perfeito. (Monty Python não faria melhor...)

Footer note:
*Há muito tempo a violência urbana não choca ninguém...

4.11.05

"Controle de informações", é? Sei, sei... (revisado)

Vejam que interessante parágrafo nesta reportagem da Folha Online:
Revelações sobre as quais governo e oposição não têm controle contribuem para dificultar o estabelecimento de um limite na guerra política, como têm pregado políticos dos dois lados, seja de público, seja reservadamente.Grifos meus
Querem controlar o que exatamente (a reportagem n revela)? A grande desonra que o modus operandi da esquerda representa? Por acaso traçam planos para ocultar o inglório dos ideias da esquerda? Explica pra gente, Dona Folha.

Até onde sei, a tchurma do PT está bem orquestrada nos fingimentos, nas evasivas, nas caras-de-pau e tudo o mais que represente a mentira.

Já quanto ao PSDB (que se tornou o principal porta-voz da oposição), noto um certo 'desconforto', mas não me está claro se é em ver o dileto irmão de idéias (vai dizer que vc acredita que tucano é de direita??? Acorda, gente!) tão em maus lençóis, ou se é por ver os ideais da esquerda tão, como direi?, desnudos. Observe: para cada Eduardo Paes há 20 Aécios Neves (ou Alkmins. ou Serras.)

Então, com tudo isso, os diletos, ínclitos, impolutos, imaculados, probos (se o leitor tiver mais xingamentos, mande pro meu e-mail, please) políticos ainda falam em controle de informações?

Digo e repito: por muito menos muita gente graúda dos dois partidos estava pedindo o impeachment do Collor.

Um emocionante duelo de luminares do pensamento universal

Michel "le destructeur" Foucault
Vs.
Noam "the wandering jew" Chomsky - Manobra, 1979

Vago pela Paris retomada.

É uma cidade vazia. É minha Paris retomada.

More reading at the Dawn.

Escrito Num Livro Abandonado de Viagem

Venho dos lados de Beja.
Vou para o meio de Lisboa.
Não trago nada e não acharei nada.
tenho o cansaço antecipado do que não acharei,
E a saudade que sinto não é no passado nem no futuro.
Deixo escrita neste livro a imagem do meu desígnio morto:
Fui, como ervas, e não me arrancaram.

****
Lisbon Revisited

NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

Álvaro de Campos. In "Fernando Pessoa. Poesias" L&PM Pocket

Readings at the dawn

I had no time to Hate-
Because
The Grave would hinder Me-
And Life was not so
Ample I
Could finish - Enmity -

Nor had I time to Love -
But since
Some Industry must be -
The little Toil of Love -
I thought
Be large enought for Me-

*****
Much Madness is divinest Sense-
To a discerning Eye -
Much Sense - the starkest Madness-
'tis the Majority
In this, as All, prevail-
Assent - and you're the sane-
Demur - you're straightway dangerous-
And handled with a Chain-

(Emily Dickinson, in Final Harvest - Emily Dickinson's Poems. Selections by Thomas H. Johnson)

3.11.05

Sobre o inferno. (soap box opera)

Que curioso: a novela que teve (no mínimo) 4 ninfas que durante 8 meses 'encantaram o Brasil' (cof cof cof... vivo em desencanto) termina tendo como imagem do inferno uma p*** morenaça fazendo o que as ninfas fizeram durante toda a novela (caras, bocas e bundas - ó que atrizes expressivas!).

Eu, hein.

1.11.05

Vai um link aí?


Do fotágrafo Marcelo Reis. Quer ver mais fotos? Clique aqui.

Reparos em meu único 'testimonial' no Orkut.*

Reparos tardios em um depoimento sobre mim no Orkut, mas vá lá... (veja o dito 'testimonial' aqui) - By the way, foi o depoimento de Tutuia, um guru aí... (mais um!) Vamos aos reparos.

"Mezzo Paris", não, cara-pálida. Parisienses são tediosos. Prefiro 'Mezzo London', my dear friend. (adendo antropológico: gosto DAS parisienses)

Quando estou em Nova Iorque esqueço (em ordem de peremptoriedade): Este rincão. Este estado. Este país.

Eu sei, há nordestinos que prosperam; constroem castelos, têm belas mulheres e carrões; desgraçadamente, porém não esquecem a famigerada buchada de bode. Vão, vêem, vencem e voltam pro mandacaru... Escreva lá, my friend: O nordestino é o anti-épico. O nordestino que não o é, é porque não é nordestino. Por que escrevi isso? Ah, lembrei. É muito fácil ser herói do sertão. Num primeiro momento, basta viver no sertão. Depois, basta sobreviver na aridez (de espírito) do sertão.

"vinho chadon chabilis tinto seco, safra 1925."???? Putaquiuspa, rsrssrs! No conhecer! Sou viciado em vinhos do Porto. Em época de vacas magras aplaco minha abstinência com bons e baratos vinhos gaúchos e argentinos. Tintos e servidos à temperatura ambiente, por favor.

pois eu retruco: nunca darei orgulho a esta terra. Não aguardem... rsrs

P.S.: Sou herói com caráter.
P.S. das 07.01 hs do dia 02.Nov.05: E por que "mezzo"?? "Mezzo" é o catzo! rsrs

*Se alguém se aventurar em fazer meu retrato 3x4 (desde que me considere amigo 6x9 - haverá reciprocidade, claro), aviso logo que ele poderá suscitar (eita...) réplicas. Amigáveis, I promise.